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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ECG DE FLUTTER ATRIAL TÍPICO


ECG de paciente com flutter atrial evoluido com taquicardiomiopatia. Taquiarritmias incessantes ou crônicas podem causar progressiva dilatação das câmaras cardíacas e disfunção sistólica, levando a insuficiência cardíaca (taquicardiomiopatia).
Esta forma de taquiarritmia atrial cujo mecanismo mais comum é a macroreentra dentro do átrio direito. O flutter atrial típico apresenta atividade atrial com aspecto o característico em “dente de serra”.
Características eletrocardiográficas do flutter atrial:
·     Frequência atrial entre 240 a 430, com ondas F regulares, e aspecto em dente de serra.
·     Ausência de linha isoelétrica definida entre as ondas F.
·     O bloqueio AV pode ser fixo ou variável. O bloqueio AV mais comum é do tipo 2:1 é, mas pode ser 1:1, 3:1 ou variável (o grau de bloqueio é mutável).
A resposta ventricular (frequência cardíaca) é comumente elevada, entre 120 e 170.
Observe neste exemplo que as ondas F tem o aspecto típico de dente de serra. O bloqueio AV é variável, o que faz mudar os intervalos RR. Não há linha isoelétrica entre as ondas atriais. A presença de linha isoelétrica entre as ondas atriais é característica da taquicardia atrial, que ajuda diferenciar do flutter atrial.

QUAL O DIAGNÓSTICO 25?

ECG de paciente de 30 anos internado com insuficiência cardíaca descompensada. Quais as alterações encontradas?
Discutiremos a etiologia da insuficiência cardíaca neste caso.

RESPOSTA DO ECG ANTERIOR

O ECG mostra taquicardia com QRS largo e intervalo RR irregular. Trata-se de fibrilação atrial pré-excitada. O mecanismo desta arritmia é a condução do estímulo supara-ventricular (ondas f) através de via anômala. Dependendo do período refratário da via anômala a frequência ventricular é muito elevada, com risco de desencadear fibrilação ventricule. Este é o mecanismo principal da morte súbita na síndrome de Wolff-Parkinson-White. O intervalo QRS é largo porque ocorre conduçãpo para o ventrículo através da via anômala, fora do sistema de condução normal.
Para o tratamento deste tipo de arritmia, se hover instabilidade hemodinâmica, cardioversão elétrica. Se o paciente encontra-se estável, pode se usar amiodarona EV. Deve-se evitar drogas como betabloqueador, digital e bloqueador dos canais de cálcio por diminuir a condução pelo nó AV e facitar a passagem do estímulo pela via anômala, o que pode aumentar a frequência ventricular com possibilidade de degeneração para fibrilação ventricular. Estas drogas estão contra-indicadas neste tipo de taquiarritmia, bem como na taquicardia antidrômica.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CURSO CLARO DE ECG

No último final de semana participamos do segundo curso de ECG, em Recife. O nosso curso tem sido bem recebido e tido uma boa procura. Neste último evento tivemos a presença de Médicos das UPAS, Cardiologistas, Clínicos, Médicos do curso de Especialização em Cardiologia do FUNCORDIS, Acadêmicos de Medicina e Enfermeiros. Um grupo de acadêmicos de Medicina veio de João Pessoa-PB. Esperamos que todos tenham aproveitado bem o curso e obtido um bom aprendizado, esse é o nosso maior objetivo.
No próximo ano teremos mais!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CURSO DE ECG

Curso de imersão em ECG, metodologia inovadora. Este é o nosso segundo curso, o primeiro teve boa participação e muito bem aceito.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

QUAL O DIAGNÓSTICO 24?

Qual a arritmia?

RESPOSTA DO ECG ANTERIOR: QUAL O DIAGNÓSTICO 23?


O ECG mostra ritmo de fibrilação atrial e BRD com desvio do eixo para a direita (complexo QRS predominantemente negativo em D1 e positivo em aVF). O QRS é muito largo, em torno de 0,17 s.
O padrão qR nas derivações inferiores, com R de D3 > R de D2 associado a desvio do eixo para a direita é característico do bloqueio fascicular posterior esquerdo, porém o BFPE é raro, sendo um diagnóstico de exclusão. Ou seja: o diagnóstico do BFPE é feito com base nos critérios citados tomados conjuntamente com os dados clínicos para excluir outras condições que se apresentam com desvio do eixo para a direita, tais como: HVD, infarto lateral e coração verticalizado.
Entretanto, há em tese uma aparente falha nestes critérios de BDPE porque, como exemplo, um paciente que apresenta dilatação moderada do ventrículo direito pode ter lesão do sistema de condução e BFPE, e o padrão típico resultar primariamente do distúrbio de condução (isto é, há BDPE), mas o diagnóstico de BDPE não pode ser estabelecido pelos critérios atuais através dos métodos utilizados.
Em se tratanto de BDPE (o que não é o caso do nosso ECG) há tendência a evolução com BAV avançado/total e síncope.
No exemplo apresentado, o paciente é portador insuficiência cardíaca secundária a dupla lesão mitral reumática, insuficiência tricúspide, hipertensão pulmonar e dilatação importante das câmaras direitas.
O BRD pode ser registrado em pessoas normais, não associado a doença, mas também pode estar associado a cardiopatia (ex.: cardiopatia chagásica, cardiopatia isquêmica), sendo inclusive um marcador de pior prognóstico em certas condições (ex.: infarto agudo do miocárdio, cardiopatia isquêmica).
A presença de alterações associadas como fibrilação atrial, desvio do eixo, ondas Q, depressão de ST sugere cardiopatia.

Obrigado a todos pelos comentários.