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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

RESPOSTA DO ÚLTIMO ECG (QUAL É O DIAGNÓSTICO 9?)

O ECG inicial mostra bradiarritmia, FC em torno de 40 bpm e dissociação AV, e corrente de lesão + Q em parede inferior, compatível com IAM inferior associado a BAV total. O ECG realizado no seguimento mostra ritmo sinusal e necrose de parede inferior (Q D3-AVF). O BAV total que se instala no IAM inferior comumente é nodal, com escapes estáveis e reverte em 2 a 3 dias, com geralmente boa evolução (como neste caso). Portanto, geralmente responde à administração de atropina-1 a 2 mg EV, devido sua localização nodal. O implante de marcapasso provisório é recomedado, se o bloqueio não reverter com a atropina. Mas algus autores consideram que o implante de MPP não é isento de riscos e, como a resolução do BAVT em curto tempo no IAM inferior é expectada (especialmete com o uso de trombolítico), o implante de marcapasso poderia ser evitado, sobretudo no paciente estável, com escape de boa frequencia. (García García C, Curós Abadal A, et al.Duration of complete atrioventricular block complicating inferior wall infarction treated with fibrinolysis.Rev Esp Cardiol. 2005 Jan;58(1):20-6; disponível para download).
A lesão culpada no IAM inferior complicado com BAVT geralmente é a coronária direita (CD), proximal, muitas vezes com infarto de VD associado. A realização das derivações precordiais direitas é importante em todo caso de IAM inferior. A associação de infarto posterior é comum, sendo observado infradesnível de ST em V1-V2 e R proeminente em V1-V2. No caso apresentado existe um R predominante em V2, mas o infarto posterior não está bem caracterizado. Pode haver infarto lateral combinado também, o que não é observado neste caso apresentado.
O BAV também ocorre associado ao infarto anterosseptal e neste caso tem conotação diferente: é infranodal, tem escapes instáveis (com frequente necessidade de marcapasso provisório e, às vezes, definitivo), ocorre nos infartos extensos e tem mau prognóstico,com mortalidade muito alta.

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