quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ARTEFATOS E PROBLEMAS TÉCNICOS NO ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

(Interferência típica da rede residencial alternada. Em virtude da frequência elevada do sinal da rede, 50 ou 60 Hz, a linha de base fica "escura". Derivações V1 a V6).

Com frequencia encontramos ECG realizados com qualidade inadequada nos hospitais e clínicas. Os problemas variam desde trocas de eletrodos, artefatos, má posição no tórax dos eletrodos das derivações precodiais, etc. Muitos dos técnicos que realizam o ECG nos hospitais não foram adequadamente treinados. Seria importante que realizassem treinamento periódico, sob supervisão de enfermeira (com dedicação em Cardiologia/UTI).
Ao interpretar um traçado de ECG é importante observar a qualidade do traçado, a calibração, identificar a presença de interferências. Estas são de diversas fontes e podem até simular anormalidades, como arritmias. Veja um exemplo de artefato (atividade miogênica, tremor) simulando fibrilação ou flutter atrial:
http://tracadosdeecg.blogspot.com/2010/10/qual-o-diagnostico-10.html
Outros tipos atividade podem ser captadas pelo aparelho de ECG e resultar em “artefatos” no traçado, tais como atividade muscular (tremor) e interferência da rede elétrica. A interferência da corrente alternada da rede tem um aspecto típico no traçado: freqüência de 50 Hz (220 V) ou 60 Hz (110-120- v). O aparelho de ECG é dotado de filtros eletrônicos que têm a capacidade de rejeitar certas faixas de frequencias de sinal (interferências) e captar seletivamente a atividade do coração; mesmo assim os "ruídos" podem ser captados, prejudicando a qualidade do exame.
A troca de eletrodos periféricos é comum, sendo mais frequente a troca dos eletrodos das derivações periféricas.A inversão dos eletrodos entre o braço esquerdo e direito resulta geralmente em um traçado com ondas P, QRS com polaridades negativas em D1 e discordante de V6, enquanto aVR torna-se concordante de V6, que é o contrário do que ocorre normalmente. A TROCA DE ELETRODOS É ASSUNTO DE OUTRO POST.
A realização das derivações precordiais (V1 a V6) exige a colocação dos eletrodos nos pontos padronizados no tórax. Estes eletrodos captam a atividade elétrica da região cardíaca localizada abaixo do eletrodo (subjacente), então quando o eletrodo é deslocado da posição habitual isto se reflete na morfologia do ECG, principalmente do QRS. A colocação de forma inadequada das precordiais pode resultar em padrão de bloqueio de ramo direito incompleto ou pobre progressão de R (V1-V2 acima, no segundo espaço intercostal), R grande em V1-V2-V3 (colocados abaixo e à esquerda), etc. Quando há dúvida se uma alteração constitui anormalidade ou resulta de posicionamento errado de eletrodo, o Médico, se possível, pode acompanhar a realização do ECG, posicionando adequadamente os eletrodos precordiais. Como lembrete, eis a posição no tórax de cada eletrodo precordial:
V1: no quarto espaço intercostal direito, na borda esternal
V2: no quarto espaço intercostal esquerdo, na borda esternal
V3: entre as derivações V2 e V4;
V4: no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular
V5: no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha axilar anterior
V6: no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha axilar média.http://tracadosdeecg.blogspot.com/2011/06/erros-e-problemas-tecnicos-no-ecg.html

2 comentários:

  1. salomao abib neto7 de junho de 2012 04:44

    por favor o que quer dizer no meio medico a palavra artefatos que no dicionario significa outras coisas ?

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    1. são interferencias no traçado

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