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sábado, 21 de janeiro de 2012

RESPOSTA DE QUAL O DIAGNÓSTICO 26: ECG NA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)


O ECG mostra ritmo sinusal, baixa voltagem do QRS no plano frontal, QRS com amplitude diminuída em várias derivações, onda P apiculada e com amplitude aumentada (SAD: P pulmonale), e pobre progressão de R nas precordiais. A associação destas alterações é compatível com o diagnóstico de DPOC e cor pulmonale. Estas alterações em um paciente com queixas de dispneia e chiado no peito, com história de uso de tabaco, é compatível com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica.

As alterações eletrocardiográficas no DPOC e enfisema pulmonar resultam da hiperinsuflação pulmonar, deslocamento do diafragma e do coração para baixo (verticalização) e, em menor extensão, pela sobrecarga ventricular direita. A associação de alterações produz um traçado relativamente característico, mas que pode ser confundido facilmente com outros diagnósticos. Pode ser observado desvio do eixo para direita e eixo de P ≥ 70° (plano frontal), complexos QRS reduzidos em várias derivações, baixa voltagem, bloqueio de ramo direito, pobre progressão das ondas R nas precordiais ou ondas Q em precordiais direitas. Padrão de sobrecarga atrial direita, com onda P apiculada, com aumento de amplitude e eixo de P desviado para a direita pode ser registrado (P pulmonale).
O termo cor pulmonale é empregado para descrever o comprometimento do ventrículo direito que se desenvolve como consequência de uma desordem pulmonar. A causa mais comum é DPOC, mas pode ser causada por outras condições (colagenose, tromboembolismo pulmonar, pneumoconiose, doença pulmonar intersticial). Neste caso o ECG pode exibir também aumento da onda R em V1 (R/S >1), bem como as outras alterações descritas (desvio do eixo para direita, baixa voltagem, P pulmonale, onda S >  R em V6). 

3 comentários:

  1. Dr. Nestor, nesse ECG é possível ver um BAVT de primeiro grau? Abraço!!

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  2. Galeno, acho que o intervalo PR encontra-se em torno de 0,16 s a 0,18 s, portanto não há BAV de 1 grau.Você pude clicar no traçado e ver ampliado (zoom).

    Grato,

    Nestor

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  3. Como seria o ECG de um paciente que cursa com DPOC grau III associado a ICC grau II ?

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