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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

BRE E FUNÇÃO VENTRICULAR: ESCORE ELETROCARDIOGRÁFICO.


DURAÇÃO DO QRS=0,13 s; SAE=0; S DE V4>=12=NÃO.
ESCORE=0.

Os três critérios estão ausentes neste caso.
Paciente hipertensa, com função sistólica presenvada.



QRS=0,17-0,18 S (um pouco mais de quatro quadrados pequenos, ver V2 a V4); SAE:onda P em D2 de 0,12 s (três quadrados pequenos); S DE V4=21 mm. ESCORE=3.
Todos os três critérios presentes. Paciente com Cardiomiopatia dilatada, etiologia não isquêmica, disfunção sistólica grave do VE. Medida de P em D2 e duração do QRS e amplitude de S em V4 eM detalhes.



DURAÇÃO DO QRS=0,15 S (ver V4); SAE: SIM (duração de P em D2>=0,12 s e Morris em V1; S DE V4=13,5 mm.
Presente dois critérios neste paciente com IC e disfunção sistólica grave.VE=78/71, FE=20%.



Em estudo publicado na RELAMPA, citado no post anterior, observamos a associação dos critérios seguintes e disfunção ventricular sistólica em pacientes com BRE:
•           Duração do QRS ≥ 0,16 s;
•           Presença de anormalidade atrial esquerda: aumento da duração da onda P (≥ 0,12 s) ou pelo critério de Morris;
•           Presença de ondas S de grandes amplitudes nas derivações precordiais V1 a V4 (S de V4 >= 12 mm).

Os traçados de bloqueio de ramo esquerdo (BRE) acima são exemplos para analisar estes parâmetros:
Parâmetros avaliados (ESCORE):
1.DURAÇÃO DO QRS:
A medida da duração do QRS é um parâmetro de grande importância. Representa o tempo da ativação ventricular. Por exemplo, é a base para a classificação dos bloqueios de ramo, para definir uma taquicardia como de QRS estreito ou largo.
A medida das ondas e intervalos é uma etapa importante na análise do ECG. Embora possa parecer simples, a medida da duração do QRS, exige atenção e emprego da técnica correta. Orientamos ao iniciante a realização rotineira das medidas como forma de treinamento, para melhorar a capacidade de realizar as medidas de forma adequada.
A duração do QRS pode variar entre as derivações. Isso ocorre porque os vetores iniciais ou finais da ativação podem ser perpendiculares a uma dada derivação, sem ocasionar projeção (deflexão) na linha de base.
Geralmente o QRS apresenta maior duração nas precordiais V2-V3.
A medida da duração do QRS deve ser realizada do seu início ao ponto o complexo retorna a linha de base. O valor considerado deve ser onde o QRS apresenta maior duração, em quaisquer das 12 derivações.
Alguns estudos, inclusive, mostram uma baixa reprodutibilidade da medida de duração do QRS. Temos observado, porém em nossos estudos, bons índices de concordância, com coeficiente de correlação e concordância entre dois observadores de 0,91 (0,82 a 0,96).
2. ANORMALIDADE ATRIAL ESQUERDA (SAE)
A anormalidade atrial esquerda é um critério bem definido: onda P com duração de 0,12 s ou mais em qualquer derivação ou pelo índice de Morris: componente negativo em V1 com duração de 0,04 s ou mais e amplitude de 1 mm ou mais.
Tenho observado na prática que a duração da onda P é um parâmetro frequentemente negligenciado, somente lembra-se de olhar a magnitude da fase negativa em V1. A duração de P geralmente é máxima em D2.
A duração de P cuidado para se medir, para delimitar o seu início e término. Frequentemente não se consegue delimitar de forma precisa o final da onda P, mas pode-se observar que esta apresenta duração prolongada: 0,12 s (3 quadradinhos) ou mais.
No nosso estudo, de pacientes com BRE, a duração aumentada de P foi até mais frequente do que o índice de Morris.
3. AMPLITUDE DE S EM V4.
Este é um parâmetro de aferição fácil: a voltagem da onda S de V4.

 A função ventricular deve ser analisada, ao Ecocardiograma, por um método bidimensional, como o de Simpson, que utiliza duas projeções: apical de 4 câmaras e 2 câmaras. No BRE a presença de movimento anormal do septo interventricular torna os métodos baseados no modo M, como Teicholtz, inadequado.
E a avaliação visual da contratilidade pelo Ecocardiografista é um aspecto importante. Geralmente descrevem a função global do VE como preservada, disfunção sistólica discreta ou leve, disfunção sistólica moderada, disfunção sistólica importante ou grave.




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