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terça-feira, 22 de março de 2011

O ECG NA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

ECG INICIAL: T isquêmicas em V1 a V4
(foto de smartfone, fiou muito escuro, mas podemos ver a alteração citada)
ECG 24 H APÓS: desaparecimento das ondas T invertidas
(foto de smartfone)

Sabemos que as síndromes coronarianas agudas são atualmente classificadas, com base no ECG em:
1. Infarto agudo do miocárdio (IAM) com supra de ST.
2. Sindrome coronariana aguda sem supra de ST.
A síndrome coronariana sem supra de ST é classificada em angina intável e IAM sem supra de ST. A diferença fundamental para o diagnóstico diferencial é a presença de elevação e queda dos marcadores de necrose miocárdica no IAM.
Nas síndromes coronarianas sem elevação (ou supra) de ST o eletrocardiograma pode mostrar alteraçãoes de ST, da onda T (isoladas ou associadas às alterações do ST), ou mostrar apenas alterações inespecíficas. As alterações de ST e T são tipicamente presentes em duas ou mais derivações relacionadas.
As alterações são, com frequência, transitórias e dinâmicas e podem apresentar normalização após alivio dos sintomas. As alterações dinâmicas do segmento ST (depressão) e da onda T (inversão), que se normalizam após alívio dos sintomas estão comumente associadas à isquemia aguda. A alteração de T tem maior significado quando são simétricas e invertidas, com amplitude >2 mm e associadas a sintomas. Por outro lado, o ECG inicial pode não revelar tais alterações, sendo importante a sua execução seriada. Ou as alterações podem estar presentes somente no ECG inicial, como neste caso.
Os dois traçados acima são de um paciente de 70 anos atendido com dispnéia e desconforto torácico leve. O segundo ECG foi realizado 24 horas depois, após alívio dos sintomas. Obsevar a presença de ondas T isquêmicas de V1 a V4, que não estão presentes no ECG posterior. O ECG inicial mostra também padrão de BRD.
Os marcadores de necrose miocárdica foram normais. O paciente evoluiu bem com o tratamento clínico. O caterismos mostrou lesão importante em descendente anterior, sendo submetido a angioplastia. O diagnóstico neste caso é de angina instável.



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